fundo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Massa caseira




Data: 24.01.10

Sexta-feira: Excelente almoço!


Questão de honra





Estava angustiadíssimo porque meus dois últimos jantares não chegaram nem perto daquilo que eu esperava. Portanto, tinha um novo desafio: me superar e estrear com estilo e bom gosto minha nova e equipada cozinha. Para isso também precisava inovar, ainda que sendo eu mesmo.
Infelizmente, aqui na cidade maravilhosa não é nada fácil encontrar carne fresca e de boa qualidade. Por sorte, na quarta-feira passada estive em Nova Friburgo e me refestelei num paraìso de carnes maturadas. De todas que comprei - na medida que for cozinhando vou revelando quais - resolvi usar a picanha de cordeiro. Cerca de dois quilos de quadril maturado, com uma linda e pura capa de gordura. E, para mim, uma novidade: nunca tinha feito esse tipo de carne antes. Um sonho que finalmente conretizei.
 
Durante minha temporada na Europa, pude experimentar cordeiro feito de diversas formas e, por vezes, pude ver no açougue seus lindos cortes, dos mais variados tipos. Pois bem: marinei com vinho malbec, cebolas, alho, cheiro-verde, sal grosso, pimenta do reino, mostarda preta, azeite e vinagre de vinho tinto. Ufa... Depois, geladeira por quase seis horas e, por fim, assado por 2 horas em forno médio. Com o caldo que sobrou, fiz um molho de frutas silvestres e servi a delícia com batata rostie.

Quase ia me esquecendo: para a entrada, quis usar minhas novas panelinhas. Sem inovar muito, fiz um gratinado de camarão, brócolis, mostarda Dijon, com sementes de mostarda amarela e vermelha. Por cima, queijo brie e parmesão ralado, fazendo uma crosta bem dourada.
Para fechar com chave de ouro, um petit gâteau de chocolate sobre uma fatia de maçã cozida no açucar e canela, calda ácida de morango e uma bola do bom, e sempre amigo, sorvete de creme.

Aspargos frescos, filet mignon, nada para fazer: uma deliciosa combinação...




Uma noite despretensiosa - talvez de chuva e frio? -, como são as nostálgicas noites teresopolitanas. Com nada para fazer, logo a fome se tornou inspiração e também um ótimo passatempo. A ideia era adaptar uma receita que aprendi em Milão - risoto milanes - aos ingredientes que tinha em casa, acrescentando carne.
Por partes: para o risoto, uma receita básica sem vinho branco - apenas caldo de carne, cheiro verde e manteiga, sem esquecer da regra italiana de mexer sem parar. Perto do final, adicionei os aspargos, cortados em pedaços e cozidos em caldo de carnes previamente. A carne foi preparada sem mistérios, usando óleo de girassol, sal, pimenta e orégano. Depois, foi fatiada e servido o molho por cima. Ah, falta o molho: usei o caldo da própria carne, misturando com ele geleia de blueberry e mostarda Dijon. Esquentar até engrossar bem... simples e relativamente rápido, pois tudo é feito simultaneamente e o risoto chega à mesa com o acompanhamento. 

Camarão e truta


Nesse jantar, a entrada foi a superação! Camarões com queijos e  espinafre no azeite. Realmente estava delicioso,uma mistura de ingredientes que, embora inesperada e de total improviso, ficou divino. O camarão trouxe uma textura única, crocrante, pois foi feito com casca; já o espinafre quebrou a força dos queijos, suavizando o prato.Para o creme de queijo usei camembert, emental e um pouco de creme de leite. 

Já truta foi feita em filé numa frigideira com pouco azeite, temperos e a pele em um dos lados. O lado sem, ficou com uma crosta dourada porém sem deixa-lo duro. Servi com mostarda Dijon e para terminar salsa e cebolinha.Um prato interessante, já que truta com seu sabor menos presente cai bem com molhos mais fortes.

Nesse jantar, a entrada foi a superação! Camarões com queijos e  espinafre no azeite. Realmente estava delicioso,uma mistura de ingredientes que, embora inesperada e de total improviso, ficou divino. O camarão trouxe uma textura única, crocrante, pois foi feito com casca; já o espinafre quebrou a força dos queijos, suavizando o prato.Para o creme de queijo usei camembert, emental e um pouco de creme de leite. 

Já truta foi feita em filé numa frigideira com pouco azeite, temperos e a pele em um dos lados. O lado sem ficou com uma crosta dourada porém sem deixa-lo duro. Servi com mostarda Dijon e para terminar salsa e cebolinha.Um prato interessante, já que truta com seu sabor menos presente cai bem com molhos mais fortes, ainda mais estando

Creme Brúlée


Tradicional sobremesa francesa, não poderia deixar de ser um intento na Petite Cuisine. Felizmente deu certo e ficou uma delícia. Descrito pela primeira vez na frança em 1691, cada país criou sua receite própria. Brúlée, significa "queimado" - outro motivo pra tentar essa sobremesa, adoro brincar com fogo! - Um creme básico, a partir da receita original, leva ovos, leite e baunilha. Quando pronto, vai à geladeira ou freezer até ficar bem duro, logo colaca-se por cima açucar cristal e - essa é minha parte favorita - com um poderoso maçarico queima-se o açúcar formando uma crosta de caramelo. 
Simples, fácil, com possibilidades de um incêndio, é maravilhoso!!!!

Jantar na lareira...





Sem dúvida alguma, esse foi um jantar cinco estrelas. Estava inspirado esse dia...rsrsrs...fazia frio, tinhamos um bom vinho e a casa inteira vazia....apenas o estalar da lenha queimando quebrava o gostoso silêncio daquela noite.O mundo conspirava a favor daquela noite de agosto e a sensação de despedida pairava no ar. Daquela noite, em um mês estaria em minha jornada pelo velho continente...
Com minha sempre e fiel escudeira, e também, boa de garfo, Fadinha, passamos o dia comprando ingredientes e arrumando a casa. A expectativa era grande, mas, como é fato, a união de bons ingredientes só pode gerar coisas gostosas. E no fim, se der errado...sempre podemos pedir pizza...
Ao que interessa então! Para comecar nossa noite de comilança decidi que seria ousado, iria inovar. Kiwi, hortelã, mel, mostarda, azeite,  presundo parma, manteiga e queijo brie. Simplismente divino. Um pouco de açucar e manteiga dourei os kiwis, os coloquei sobre um levemente torrado pão de ciabata. Por cima, dessa interessante fruta do novissimo mundo, coloquei uma fatia de queijo brie, lá do velho, muito velho mundo. Quebrando a acidez, folhas de hortelã e para terminar, molho de mostarde Dijon, com mel. Não tem erro, coisa boa misturada, só pode gerar coisa boa...rsrsrsrs...
Partimos agora para o prato principal, vindo do mar e da terra! Salmão, aspargos verdes, creme de leite, camarões e cogumelos. Realmente um prato interessante. Cozinhei o peixe em óleo vegetal, um fio de azeite, sal e pimenta branca, apenas. Os camarões apenas sal e óleo vegetal, quando quase prontos adicionei um pouco de manteiga e creme de leite. Na mesma frigideira do peixe, aproveitei para fazer os cogumelos. Por fim, cozinhei os aspargos em água fervente, sal e óleo por poucos minutos, preservando assim sua textura. Ficou uma delícia, pena que acabou logo. A fome, além de ser o melhor ingrediente....também era grande!
Terminando, a sobremesa. Prato inventado séculos atrás como uma ideia de celebrar uma boa refeição, fez jus ao seu propósito. Chocolate ralado, morangos, amêndoas e aproveitei o restinho de hortelã da entrada. Esses ingredientes usei para cobrir um semifredo - um tipo de soverte italiano, muito fácil de fazer e refrescante- feito com raspas de chocolate e leite condensado.
Muita conversa, vinho, amor e carinho se juntaram à nós nessa noite única e inesquecível. E, como tudo que é bom, não só dura pouco, como passa rápido...