fundo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Questão de honra





Estava angustiadíssimo porque meus dois últimos jantares não chegaram nem perto daquilo que eu esperava. Portanto, tinha um novo desafio: me superar e estrear com estilo e bom gosto minha nova e equipada cozinha. Para isso também precisava inovar, ainda que sendo eu mesmo.
Infelizmente, aqui na cidade maravilhosa não é nada fácil encontrar carne fresca e de boa qualidade. Por sorte, na quarta-feira passada estive em Nova Friburgo e me refestelei num paraìso de carnes maturadas. De todas que comprei - na medida que for cozinhando vou revelando quais - resolvi usar a picanha de cordeiro. Cerca de dois quilos de quadril maturado, com uma linda e pura capa de gordura. E, para mim, uma novidade: nunca tinha feito esse tipo de carne antes. Um sonho que finalmente conretizei.
 
Durante minha temporada na Europa, pude experimentar cordeiro feito de diversas formas e, por vezes, pude ver no açougue seus lindos cortes, dos mais variados tipos. Pois bem: marinei com vinho malbec, cebolas, alho, cheiro-verde, sal grosso, pimenta do reino, mostarda preta, azeite e vinagre de vinho tinto. Ufa... Depois, geladeira por quase seis horas e, por fim, assado por 2 horas em forno médio. Com o caldo que sobrou, fiz um molho de frutas silvestres e servi a delícia com batata rostie.

Quase ia me esquecendo: para a entrada, quis usar minhas novas panelinhas. Sem inovar muito, fiz um gratinado de camarão, brócolis, mostarda Dijon, com sementes de mostarda amarela e vermelha. Por cima, queijo brie e parmesão ralado, fazendo uma crosta bem dourada.
Para fechar com chave de ouro, um petit gâteau de chocolate sobre uma fatia de maçã cozida no açucar e canela, calda ácida de morango e uma bola do bom, e sempre amigo, sorvete de creme.

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